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Mulheres
foi o que a CPI do Feminicídio, que relatamos, entregou ao poder público depois de dois anos ouvindo famílias, vítimas e agressores.
O problema
Quase todo feminicídio é uma morte anunciada em capítulos: o boletim de ocorrência que não virou proteção, a medida protetiva que ninguém fiscalizou, a vizinha que ouviu e não tinha pra quem ligar.
Sobreviver não é o fim da fila
A mulher que sobrevive à violência ainda enfrenta a segunda fila: a da creche, a do emprego, a da casa pra recomeçar longe do agressor.
A prova
Da relatoria da CPI, viramos lei. Criamos o Observatório da Violência contra a Mulher na Lei Orgânica do DF, a reserva de vagas de emprego pra mulher em situação de violência, o Programa Órfãos do Feminicídio, o formulário de avaliação de risco e o relatório anual de violência contra a mulher. Levamos a Maria da Penha pra dentro da escola. E votamos contra o projeto antiaborto na Câmara Legislativa, quando boa parte da política preferiu ficar em cima do muro.