A mentira organizada nas redes, o discurso de ódio que chega pelo grupo da família, o negócio da desinformação que lucra com o medo. Nada disso se resolve com indignação. Resolve-se com lei, orçamento e voto.
E isso tem tudo a ver com a sua vida material. O golpismo não é acidente estético da política: é o projeto de quem quer governar sem prestar contas. Onde a democracia recua, o primeiro direito que morre é o de reclamar, e atrás dele vão o de fazer greve, o de fiscalizar orçamento e o de votar em quem incomoda os de cima.