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LGBTQIA+ e direitos humanos

Direito não pode depender de CEP

224denúncias de violência policial que a nossa Comissão de Direitos Humanos monitorou entre 2020 e 2025.

Quando o Estado falha, a violência tem método e tem farda. No Carnaval de 2026, um bloco LGBTQIA+ de Brasília terminou com spray de pimenta da PM. Registramos o caso e levamos às autoridades, uma denúncia por vez.

Quero direitos iguais
Ato público pelos direitos LGBTQIA+ no Distrito Federal
  • Direito não pode depender de CEP

O problema

No Brasil, o direito de existir em paz ainda depende do endereço

A pessoa trans que tem o nome social respeitado no DF pode perder essa garantia ao cruzar a divisa, porque a proteção é feita de normas locais e esparsas que mudam ao sabor de cada governo. A jovem expulsa de casa por ser quem é encontra acolhida em uma cidade e porta fechada em outra.

As terapias de conversão, que o DF aprendeu a responsabilizar por lei, seguem sem resposta legal em boa parte do país.

O que já fizemos

Já brigamos essa briga

Lei que responsabiliza as terapias de conversão

No DF, a chamada cura gay tem consequência administrativa. Aprovada contra resistência pesada no plenário.

PL 312/2023

  • Nome social garantido, do registro em vida às lápides e aos atestados de óbitoPLC 108/2022 e PL 975/2020
  • Conteúdo LGBT no Dia de Prevenção ao Suicídio nas escolas públicasPL 169/2019
  • Criação do Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos
  • Articulação que resultou no Conselho LGBT do DF, criado em dezembro de 2025

Fábio é o primeiro deputado distrital LGBT assumido da história da Câmara Legislativa, e transformou representação em norma escrita. Da presidência da Comissão de Direitos Humanos, monitoramos a letalidade policial denúncia por denúncia e levamos os casos ao MPDFT.

Por que no Congresso

Por que essa briga se resolve na outra Brasília

  1. Na Câmara Legislativa

    Deu para cravar a régua: cura gay responsabilizada, nome social garantido, conselho criado, violência policial monitorada. Tudo isso vale até a divisa do DF.

  2. Na Câmara dos Deputados

    É onde essa régua vira lei nacional, e onde se condiciona repasse federal ao uso de câmera corporal nas forças de segurança.

A pauta LGBTQIA+ nacional não sofre por falta de discurso. Sofre por falta de quem transforme discurso em texto legal capaz de sobreviver a um plenário hostil. Já fizemos isso na Câmara Legislativa, mais de uma vez.

Não é experimento. Já funcionou.

  • São Paulo

    As câmeras corporais derrubaram a letalidade policial em 62,7%.

  • Camden, Estados Unidos

    A reforma da polícia derrubou as queixas por uso excessivo da força de 43 para 3.

  • Transcidadania, São Paulo

    O programa que combina renda e elevação escolar para pessoas trans formou 255 pessoas em 2026.

  • Argentina

    A lei de cota laboral trans levou o Estado de cerca de 101 para mais de 700 pessoas trans empregadas em dois anos.

O que vamos fazer

O que vamos fazer na Câmara

  1. Proibir as terapias de conversão em todo o paíscom responsabilização administrativa e criminal.
  2. Levar o nome social à lei federalgarantido em registros e documentos em todo o território nacional.
  3. Lei nacional de câmeras corporaisnas forças de segurança, com repasse de fundo federal condicionado ao uso.

Lista completa

  • Política nacional de cidadania LGBTQIA+, com renda e elevação escolar para pessoas trans no desenho do Transcidadania
  • Cota para pessoas trans em concursos públicos federais e nas contratações terceirizadas da União
  • Programa federal de intermediação de emprego trans, com banco nacional de currículos e certificação de empresas
  • Tipificar o serviço de acolhida especializada para pessoas LGBTQIA+ expulsas de casa ou em situação de rua, com custeio federal pela assistência social
  • Destinar emendas para a primeira casa de acolhida trans do DF
  • Programa federal de permanência escolar de estudantes LGBTQIA+, com bolsa de elevação de escolaridade
Ver o programa completo dessa pauta

Direito que muda conforme o endereço não é direito. É sorte.

Notícias de lgbtqia+ e direitos humanos

Proteção para todo mundo, em qualquer CEP

O que essa pauta protege é o direito de cada família não perder um filho para o ódio, de cada trabalhador não ser demitido pelo que é, de cada estudante terminar a escola.

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Nossas lutas

Cartilhas sobre lgbtqia+ e direitos humanos

Fontes

  • Denúncias de violência policial monitoradas entre janeiro de 2020 e março de 2025: Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da CLDF.
  • Casa Florescer, Transcidadania, cota laboral trans argentina, câmeras corporais em São Paulo e reforma de Camden: Programa Fábio Felix Federal 2026.
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